Infertilidade Secundária: Entenda Como Identificar e Quais Podem Ser os Tratamentos
A infertilidade secundária ocorre quando há dificuldade para engravidar após uma gestação anterior. Neste artigo, você vai entender como...
Os casais que recebem o diagnóstico de infertilidade buscam descobrir a causa para esse resultado — como doenças, histórico familiar, entre outras —, no entanto, em alguns casos não é possível identificar o motivo. Não há comprovação de que exista infertilidade psicológica, porém essas pessoas são afetadas emocionalmente pelo quadro.
Ou seja, a infertilidade tem um grande impacto psicológico nos pacientes, principalmente quando não há uma causa específica, pois isso faz com que eles sintam que existe algo de errado com o seu corpo, o que potencializa o estresse, a ansiedade, a baixa autoestima, os sintomas depressivos e, muitas vezes, dificuldade de relacionamento conjugal e social.
Continue a leitura para saber mais sobre o assunto!
Não há registros científicos que comprovem a infertilidade psicológica (psicogênica), mas existem diversos estudos sobre o tema e os impactos emocionais que isso traz para a vida dessas pessoas, principalmente as mulheres.
Culturalmente, a sociedade não está acostumada a falar sobre infertilidade e há algumas construções socioculturais de que toda mulher engravida e que todo homem dá um filho a sua parceira. Portanto, quando o casal se depara com esse diagnóstico, isso traz para a pessoa uma sensação de que há algo errado com ela, o que é bem traumático.
A mulher é ainda mais afetada pela situação, pois ela lida com a pressão social e o fator biológico, como se ela estivesse em uma corrida contra o tempo, pois ela tem a idade fértil específica que influencia na produção e qualidade dos óvulos e a capacidade de engravidar. Ela também pode se sentir triste e inferior, se comparando a outras mulheres.
A infertilidade masculina também gera problemas psicológicos, pois há um imaginário social de que “todos os homens são férteis e potentes”. Portanto, quando ele recebe o diagnóstico, isso pode gerar uma perda de equilíbrio profundo e sofrimento emocional, fazendo ele se sentir “menos homem” por não conseguir engravidar sua parceira.
A partir disso começa a surgir uma série de questionamentos para entender o que está acontecendo. O casal pode se perguntar, por exemplo:
É possível notar como essas perguntas podem trazer dificuldades para as pessoas, aumentando o sofrimento, o sentimento de culpabilização e prejudicando relacionamentos, gerando distanciamento afetivo e sexual do casal (pois passam a relacionar a sexualidade com o ato de engravidar e vão perdendo o encontro sexual como algo afetivo).
Por isso, é extremamente necessário um acompanhamento psicológico após o diagnóstico de infertilidade e durante o processo de reprodução assistida.
Os tratamentos para infertilidade oferecem como alternativa a reprodução assistida. Dessa forma, os casais podem tentar ter filhos biológicos por meio de procedimentos como a fertilização in vitro, inseminação intra-uterina, relação sexual programada, entre outras. A reprodução humana assistida dá esperança para os casais.
Quando há essa imprecisão sobre a causa para infertilidade, é importante que o médico fique atento, pois isso pode impactar ao longo do tratamento, gerando muita ansiedade no casal. Seja qual for o projeto parental — entre homem e mulher, entre dois homens, duas mulheres ou no projeto parental solo — o médico vai viver junto com essas pessoas altos e baixos, esperanças e desesperanças.
Portanto é necessário trabalhar o emocional dessas pessoas e estabelecer um elo de confiança para atravessar essa jornada.
Agora que sabe mais sobre infertilidade psicológica, entende que a dificuldade para engravidar é algo que muitas pessoas vivenciam, você não está sozinha(o). Se deseja ter filhos e precisa de ajuda de uma clínica especializada em reprodução humana, conheça mais sobre a VidaBemVinda!

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