Infertilidade Secundária: Entenda Como Identificar e Quais Podem Ser os Tratamentos
A infertilidade secundária ocorre quando há dificuldade para engravidar após uma gestação anterior. Neste artigo, você vai entender como...
A Fertilização In Vitro (FIV) é um dos principais tratamentos de reprodução assistida. Pode ser feito com os óvulos da própria paciente ou, ainda, por meio da ovorecepção, processo no qual a fecundação é realizada com óvulos doados. Continue a leitura do artigo para entender:
Quer saber mais sobre esse tema? Continue a leitura deste texto para conferir:
A ovorecepção é um tratamento de fertilidade em que óvulos doados são fertilizados com o esperma do parceiro da receptora ou de um doador e, em seguida, o embrião resultante é transferido para o útero da receptora.
Esse procedimento envolve a seleção cuidadosa dos óvulos doados, considerando fatores como compatibilidade genética e saúde reprodutiva. Após a seleção dos óvulos, eles são fertilizados em laboratório por meio da Fertilização In Vitro (FIV), onde são cuidadosamente monitorados até atingirem o estágio de blastocisto.
Durante esse processo, é essencial garantir que o embrião seja saudável e geneticamente compatível, o que é realizado por meio de uma análise genética detalhada. Uma vez formado, o embrião pode ser transferido para o útero da receptora ou, em alguns casos, pode ser congelado para uma transferência futura, de acordo com o ciclo da receptora.
O procedimento de ovorecepção pode ser feito a partir de doações que vêm do banco de óvulos congelados ou com óvulos frescos e os dois tipos de tratamento são igualmente indicados. A eficácia da vitrificação é de 90% a 93%, já que alguns óvulos são perdidos.
O que muda de um tratamento para o outro é a questão logística, já que, quando os óvulos estão congelados, o médico especialista em reprodução humana assistida já sabe antecipadamente a quantidade dos gametas femininos que poderá trabalhar. No outro caso, essa informação é descoberta apenas no momento da coleta.
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Confira com mais detalhes como são, na prática, as duas técnicas:
No processo de ovorecepção com óvulos frescos, a doadora de óvulos passa por um período de estimulação ovariana para maximizar a produção de óvulos viáveis. É importante destacar que, além da doação de sêmen, o parceiro da receptora também pode ser o doador de esperma, conforme orientação da clínica de reprodução assistida.
A partir disso, no dia da coleta dos gametas, ocorre a Fertilização In Vitro (FIV) e o cultivo embrionário em laboratório. É importante ressaltar que os embriões atingem o estágio de blastocisto geralmente entre o 5º e o 6º dia após a fecundação, momento em que podem ser transferidos para o útero da receptora ou optar pelo congelamento para uma transferência futura..
A sincronização entre o ciclo da doadora e da receptora pode ser um desafio, sendo comum a transferência de embriões congelados para garantir a melhor oportunidade de implantação. O preparo do endométrio inclui sua proliferação e tratamento com progesterona para torná-lo receptivo à implantação.
Uma vez que o endométrio se prolifera e apresenta crescimento de cerca de 6cm a 7cm, ocorre a primeira fase do preparo. Na segunda etapa, ocorre o tratamento com progesteronas para o endométrio ficar receptivo à implantação. Com isso, a paciente ovula e é calculado o tempo para realizar a implantação embrionária.
No processo de ovorecepção com óvulos congelados, a seleção dos óvulos é simplificada, pois eles são previamente armazenados em um banco de óvulos. Para isso, é necessário:
A fertilização dos óvulos ocorre em laboratório, geralmente no mesmo dia do descongelamento e, claro, esse procedimento deve ser alinhado ao preparo do útero. Isso é necessário para garantir que os óvulos sejam descongelados quando o endométrio estiver pronto para a implantação.
Diferentemente do processo com óvulos frescos, não é necessário congelar os embriões, pois eles são transferidos para o útero da receptora cinco dias após a fertilização. A sincronização entre o descongelamento dos óvulos e o preparo do útero da receptora é crucial para garantir a viabilidade e o sucesso da implantação do embrião.
A compatibilidade genética é um aspecto crucial no processo de ovorecepção, pois visa garantir que o embrião gerado seja saudável e tenha as melhores chances de desenvolvimento. Antes da seleção de uma doadora de óvulos, é realizada uma análise genética detalhada para identificar e evitar possíveis doenças hereditárias.
Isso envolve a avaliação minuciosa do perfil genético da doadora e, em alguns casos, do parceiro da receptora, para identificar quaisquer anomalias genéticas que possam ser transmitidas ao embrião. Além disso, é importante considerar a compatibilidade genética entre os óvulos doados e o esperma utilizado, garantindo uma combinação genética adequada para o futuro desenvolvimento do embrião.
A compatibilidade genética também ajuda a garantir que o embrião tenha as melhores chances de desenvolvimento saudável. Portanto, a escolha da doadora de óvulos inclui não apenas a avaliação de características físicas e de saúde, mas também uma análise genética detalhada.
Além disso, os tratamentos de ovodoação e ovorecepção são os que têm maior eficácia na reprodução assistida e os indicadores de sucesso gerais desses procedimentos flutuam entre 50~60% de taxa de gravidez. Considerando os dados de VidaBemVinda, tem uma taxa cumulativa de 70%.
O tratamento com ovodoação é indicado para pacientes que têm o fator ovular, ou seja, a quantidade ou qualidade dos óvulos como a principal causa de infertilidade feminina. A maioria desses casos costuma ocorrer devido à idade reprodutiva avançada.
Eventualmente, podem ocorrer situações genéticas em que a mulher é portadora de alguma doença e não quer correr o risco de transmiti-la para o feto. Além disso, o tratamento com ovorecepção é amplamente utilizado em técnicas reprodutivas para a população LGBTQIAP+.
É preciso realizar alguns exames a fim de garantir que a saúde dos pacientes esteja em dia. No caso das mulheres, é importante investigar o fator uterino e as questões moleculares daquelas que nunca passaram por uma técnica de reprodução assistida ou já tiveram falha de implantação embrionária, por exemplo, a histeroscopia.
Já os homens que irão fornecer o sêmen precisam realizar alguns testes e aqueles que tiverem varicocele ou alguma variação no espermograma precisam verificar a fragmentação do DNA espermático.
Vale ressaltar que quem vai passar por qualquer tratamento para engravidar deve seguir algumas rotinas:
Quando o assunto são os nutrientes e vitaminas para gestar, os médicos podem indicar a suplementação com vitamina D, ômega 3 e ácido fólico. Além disso, é importante evitar exageros com álcool durante esse período, pois pode afetar negativamente a fertilidade e o desenvolvimento do embrião. Seguir essas recomendações pode contribuir significativamente para o sucesso do tratamento e para a saúde geral da mãe e do futuro bebê.
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