Dor Abdominal Na Gravidez: O Que Pode Ser e Quando Se Preocupar?

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Você sabia que a dor abdominal na gravidez é comum? As dores abdominais na gravidez ocorrem, em geral, no início da gestação e causam pânico em muitas futuras mamães. Na maior parte dos casos, essas dores estão associadas às mudanças corporais, como a expansão do útero para se adaptar ao bebê.

Porém, é preciso compreender qual o limite do desconforto abdominal, ou seja, até que ponto a gestante não precisa se preocupar. Quer entender mais sobre dor abdominal na gravidez? Continue a leitura e conheça mais sobre o assunto!

A dor abdominal na gravidez costuma ser comum?

Sim, a dor abdominal na gravidez é uma situação bastante comum entre as mamães, principalmente aquelas de primeira viagem nos primeiros meses de gestação. 

Como mencionamos anteriormente, essas dores geralmente estão relacionadas às adaptações que o corpo da gestante faz para acomodar o bebê, no entanto, as causas podem variar conforme o avanço da gravidez, e é importante observar a intensidade e frequência do desconforto durante esse período. 

No entanto, dores abdominais mais fortes, prolongadas ou acompanhadas de outros sintomas, como sangramento, febre ou inchaço, devem ser motivo de preocupação e exigem a avaliação de um profissional. Esses sinais podem indicar complicações mais graves e, nesses casos, a orientação médica é fundamental para garantir a segurança da mãe e do bebê! 

Quais são as causas mais comuns de dor abdominal durante a gravidez? 

Uma dor abdominal na gravidez pode ter várias causas, muitas das quais são completamente normais e fazem parte das mudanças que ocorrem no corpo da gestante. Veja a seguir algumas das causas mais comuns, divididas por trimestres para facilitar o seu entendimento:

Dores abdominais no primeiro trimestre

No início da gestação, as principais causas de dor abdominal estão relacionadas ao desenvolvimento inicial do bebê e à preparação do corpo para acomodá-lo. As causas mais comuns incluem:

  • Implantação do embrião: nas primeiras semanas (geralmente até a 4ª semana), o processo de implantação pode causar leves dores ou cólicas, semelhantes às menstruais;
  • expansão do útero: a partir da 5ª semana, o útero começa a se expandir rapidamente para dar espaço ao bebê, o que pode gerar desconforto;
  • alterações hormonais: durante todo o primeiro trimestre, o aumento dos hormônios, como a progesterona, pode afetar o trato digestivo, causando constipação e, consequentemente, dores abdominais.

Dores abdominais no segundo trimestre

Já durante o segundo trimestre, o desconforto abdominal continua sendo comum, mas outras causas podem surgir:

  • alongamento do ligamento redondo: a partir da 13ª semana, conforme o útero cresce, ele puxa os ligamentos que o sustentam, o que pode resultar em dores agudas e passageiras, especialmente ao mudar de posição;
  • movimentos fetais: a partir da 18ª semana, os movimentos do bebê tornam-se perceptíveis e podem causar pequenos choques ou desconfortos abdominais;
  • problemas digestivos: prisão de ventre e gases são frequentes durante toda a gravidez, mas podem se intensificar no segundo trimestre devido à pressão crescente do útero nos órgãos abdominais.

Dores abdominais no terceiro trimestre

No final da gestação, a dor abdominal na gravidez pode ser causada por fatores adicionais:

  • contrações de braxton hicks: a partir da 28ª semana, essas “contrações de treinamento” preparam o corpo para o parto. Elas são irregulares e não indicam trabalho de parto iminente. Podem ser desconfortáveis, mas não devem ser intensas ou contínuas;
  • pressão do útero em crescimento: conforme o bebê cresce e ganha peso, especialmente após a 30ª semana, o útero exerce pressão sobre os órgãos internos, o que pode causar desconforto ou até dor nas últimas semanas de gravidez.

Dor abdominal e gravidez: quando devem se tornar uma preocupação?

Embora a dor abdominal na gravidez seja comum e geralmente inofensiva, existem situações em que pode indicar complicações que exigem atenção médica. Reconhecer os sinais de alerta é fundamental para garantir o bem-estar da mãe e do bebê. Confira a seguir algumas situações em que a dor abdominal deve ser motivo de preocupação:

Dor intensa e contínua

Se a dor abdominal não diminuir com o repouso e continua intensa ou persistente, pode ser um sinal de uma condição mais grave, como o descolamento de placenta. 

O descolamento da placenta é uma complicação em que a placenta se separa da parede do útero antes do parto, o que pode causar dor intensa e colocar a vida da mãe e do bebê em risco. Se sentir uma dor abdominal forte e contínua, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente.

Sangramento vaginal

A combinação de dor abdominal com sangramento vaginal deve ser tratada com extrema cautela. No início da gravidez, isso pode indicar um aborto espontâneo. Em fases mais avançadas, o sangramento junto com a dor pode ser um sinal de placenta prévia (quando a placenta cobre o colo do útero) ou de descolamento de placenta. 

Esses problemas são sérios e precisam de atenção médica imediata.

Para entender mais sobre as causas e como lidar com sangramentos uterinos anormais, assista ao vídeo no qual a Dra. Nelly Kobayashi explica de forma clara e prática como esses casos podem ser tratados e prevenidos. Confira a seguir:

Febre alta e calafrios

Se a dor abdominal estiver associada à febre alta e calafrios, pode indicar uma infecção grave, como apendicite ou infecção urinária. Essas condições, se não tratadas rapidamente, podem levar a complicações maiores tanto para a mãe quanto para o bebê. Ao sentir esses sintomas, a gestante deve procurar uma assistência médica imediatamente!

Inchaço extremo e dores de cabeça

Inchaço incomum nas mãos, pernas ou rosto, juntamente com dores de cabeça severas e visão turva, pode ser um indicativo de pré-eclâmpsia. 

Essa condição está relacionada ao aumento da pressão arterial e é potencialmente perigosa para a mãe e o bebê. A dor abdominal na gravidez pode ser um dos sintomas, e em conjunto com esses sinais, requer atenção médica urgente.

Dor abdominal associada à perda de líquido

Se a dor abdominal estiver acompanhada de perda de líquido vaginal, pode ser um sinal de rompimento prematuro da bolsa, especialmente no terceiro trimestre. Esse rompimento exige avaliação médica urgente para evitar complicações como infecções e parto prematuro.

Dor abdominal associada a contrações regulares

Embora as contrações de Braxton Hicks sejam normais no terceiro trimestre, se as contrações se tornarem dolorosas, regulares e persistirem por muito tempo, isso pode ser um sinal de trabalho de parto prematuro. 

Nesses casos, a gestante deve procurar o hospital ou a clínica obstétrica para avaliar a situação e garantir que tudo está sob controle.

Em qualquer dessas situações, é fundamental que a gestante procure um médico o mais rápido possível para avaliar o quadro e receber o tratamento adequado. A dor abdominal, quando acompanhada de outros sintomas de risco, pode ser um sinal de complicações que devem ser tratadas prontamente para proteger tanto a mãe quanto o bebê.

Vale ressaltar ainda que a gestante não deve hesitar em procurar um médico caso esteja muito ansiosa, mesmo que não tenha alguns dos sintomas que citamos acima. Com a ajuda de um profissional capacitado, a futura mamãe poderá entender o que está acontecendo com seu corpo e se tranquilizar durante todo o período gestacional

Viu como é importante entender sobre a dor abdominal na gravidez? Com um conhecimento prévio, além de evitar problemas mais graves, a gestante poderá ter uma gravidez mais calma!  

Agora que você já sabe mais sobre as dores abdominais durante a gravidez e como identificar sinais de alerta, é fundamental também garantir uma gestação saudável desde o início. Quer entender como o ácido fólico pode fazer toda a diferença nesse processo? 

Então continue a leitura no blog da VidaBemVinda e confira artigo sobre a importância do ácido fólico no início da gravidez e descubra como ele pode beneficiar tanto a mãe quanto o bebê.

Equipe

Por Equipe Vida Bem Vinda

28 de dez de 2024
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