Infertilidade Secundária: Entenda Como Identificar e Quais Podem Ser os Tratamentos
A infertilidade secundária ocorre quando há dificuldade para engravidar após uma gestação anterior. Neste artigo, você vai entender como...
Congelar óvulos e embriões é uma prática inovadora que surgiu como uma solução para preservar a fertilidade de mulheres que querem ou precisam adiar a sua gravidez, pelos mais diversos motivos.
Ao pensar sobre essa possibilidade, é comum surgir a dúvida se a melhor opção é fazer o congelamento dos óvulos ou dos embriões. Continue a leitura para entender as diferenças entre as opções para começar a pensar sobre qual é a melhor para você.
O congelamento de óvulos, que também é conhecido como criopreservação, é uma técnica realizada para preservar os óvulos de uma mulher, em idade reprodutiva, para que ela possa utilizá-los em uma futura gestação ou doá-los.
Para a realização do procedimento, é feita a estimulação ovariana controlada, na qual a mulher recebe hormônios que aceleram o processo de amadurecimento dos folículos e permite o recrutamento de vários folículos ovarianos em um mesmo ciclo.
Assim, após essa estimulação, os óvulos são coletados por meio de punção folicular, que é um procedimento minimamente invasivo, e então levados para o laboratório, onde são preparados e congelados.
O material é armazenado em uma solução de nitrogênio líquido a uma temperatura muito baixa, permitindo com que eles possam ser mantidos por anos sem perder a sua qualidade.
Quando a mulher decide que está na hora de engravidar, seus óvulos são descongelados e fertilizados com espermatozóides, por meio do procedimento conhecido como Fertilização in Vitro (FIV). Uma vez fertilizados, o embrião gerado é transferido para o útero.

“O congelamento de embriões tem a vantagem de se já se conhecer o número de embriões disponíveis no momento do congelamento, ficando mais claras as chances de gravidez já no momento do congelamento, em comparação com o congelamento de óvulos. Porém, existe um aspecto muito importante do congelamento de embriões que não pode esquecido: o embrião contém o material genético do casal e, sendo pertencente aos dois, pode gerar dificuldades ou até mesmo impedimento para o seu uso em caso de separação do casal ou de óbito de um dos cônjuges.” (Dra.Carolina Leite Kowes, especialista em Ginecologia e Obstetrícia, atualmente médica da VidaBemVinda).
O processo de congelamento, no entanto, pode ser realizado tanto em óvulos quanto em embriões e é importante entender que eles apresentam procedimentos e implicações diferentes. Entenda:
O congelamento de óvulos é feito por meio de uma técnica chamada de punção folicular, na qual o ovário é estimulado para a liberação de vários óvulos, que são coletados e congelados.
Já na criopreservação embrionária, o processo tem um passo a mais e os óvulos são fertilizados in vitro antes de serem congelados.
Também existem diferenciações da regulamentação de óvulos e embriões. Os óvulos são de propriedade da mulher que os produziu, enquanto os embriões, por via de regra, são de tutela conjunta entre a mulher que gerou os óvulos e do responsável pelos espermatozoides.
Dessa forma, em caso de divórcio do casal, morte e demais situações, podem ser necessários trâmites e acordos para definir para quem será direcionada a tutela dos embriões congelados. No caso de sêmen advindo de banco de doações, é preciso verificar se, no contrato assinado, a outra parte (cônjuge) fez a renúncia de tutela.
De maneira geral, existem algumas situações em que a decisão de congelar óvulos ou embriões terá um melhor resultado a depender do método escolhido.
Criopreservação de óvulos:
Congelamento de embriões:
É importante saber que, de maneira prática, tanto a coleta de óvulos quanto a fertilização in vitro acontecem em ambos os procedimentos. O que se difere é o momento em que a FIV acontece e, em algumas vezes, da origem do esperma.
No congelamento de óvulos, o processo de utilização futura começa com o descongelamento do material e, em seguida, a sua fertilização em laboratório com esperma, seja do parceiro ou de um doador, para formar embriões e iniciar a gestação no corpo da mulher.
Já para o caso de embriões congelados, a fertilização já ocorreu antes da criopreservação, geralmente como parte do processo de FIV original. Portanto, a única etapa necessária é a descongelação dos embriões e sua transferência para o útero, onde ocorre a implantação.
Assim, entendendo as diferenças entre congelar óvulos ou embriões, você poderá fazer uma escolha mais consciente sobre a sua decisão. É importante que você escolha de maneira cuidadosa, além de realizar o procedimento em um local sério e que lhe oferecerá todo o suporte necessário.
Confira a página sobre congelamento de óvulos na VidaBemVinda para conferir mais informações sobre o assunto.

Formada em Medicina pela Universidade Federal da Bahia, com residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Possui título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO) pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
04 de jul de 2024A infertilidade secundária ocorre quando há dificuldade para engravidar após uma gestação anterior. Neste artigo, você vai entender como...
Neste artigo, você vai entender como mutações genéticas podem ser avaliadas antes da implantação do embrião, por que esse...
A produção independente é uma alternativa segura e cada vez mais comum para mulheres que desejam engravidar sem um...