Infertilidade Secundária: Entenda Como Identificar e Quais Podem Ser os Tratamentos
A infertilidade secundária ocorre quando há dificuldade para engravidar após uma gestação anterior. Neste artigo, você vai entender como...
Quando decidimos que chegou a hora de aumentar a família, é inevitável que o coração se encha de planos. Porém, junto com a alegria de tentar engravidar, surgem também dúvidas muito naturais. Para muitos casais, ou para mulheres que optam pela maternidade solo, o desejo vai muito além do teste positivo: o foco principal é garantir que o bebê chegue ao mundo com saúde plena. Nesse cenário, uma pergunta frequente nos consultórios de reprodução assistida toca em um ponto delicado: será que as mutações genéticas podem ser descobertas antes mesmo de a gravidez começar?
A resposta para essa questão traz um alívio imenso: sim. Graças aos avanços da medicina reprodutiva, hoje não dependemos apenas do acaso. Técnicas modernas permitem analisar a saúde do embrião antes que ele seja transferido para o útero.
Isso traz uma camada extra de segurança, fundamental para quem tem históricos familiares complexos ou está planejando a gestação em um momento mais maduro da vida. Vamos entender, de forma simples e acolhedora, como essa ciência trabalha a favor do seu sonho.
Para compreender os exames, precisamos primeiro desmistificar o conceito. Imagine que o nosso DNA funciona como um imenso manual de instruções. Nele, estão escritas todas as receitas para construir e manter o nosso corpo funcionando.
As mutações genéticas podem ser comparadas a erros de digitação nessas páginas.
Na maioria das vezes, esses erros são pequenos e o corpo consegue lidar com eles sem problemas. Mas, em outras situações, essa troca de letras ou a falta de um parágrafo inteiro no código pode instruir o organismo a funcionar de maneira equivocada, levando ao desenvolvimento de síndromes ou doenças específicas.
Essas alterações não acontecem por culpa de ninguém. O nosso material genético está em constante divisão e cópia. Durante esse processo, pequenas falhas podem ocorrer naturalmente.
O corpo humano é eficiente em corrigir a maioria delas, mas algumas acabam escapando desse sistema de reparo e se tornam permanentes nas células.
É essencial diferenciar a origem. As mutações hereditárias são aquelas herdadas dos pais; elas já estão presentes no óvulo ou no espermatozoide.
Já as mutações espontâneas (chamadas de de novo) acontecem pela primeira vez naquele embrião, sem que os pais tenham a alteração. Isso explica por que casais saudáveis podem ter filhos com alguma condição genética rara.
Dependendo de onde a falha ocorre no DNA, o impacto varia. Temos condições cromossômicas famosas, como a Síndrome de Down, e doenças ligadas a genes específicos, como a Fibrose Cística e a Anemia Falciforme. Saber que existe o risco é o primeiro passo para buscar prevenção.
Investigar a genética do embrião não é uma busca por um “bebê perfeito”, mas sim um ato de cuidado para aumentar as chances de uma gestação viável. Para quem está em tratamento fiv, essa análise oferece respostas valiosas e diminui a ansiedade da espera.
Para famílias que convivem com doenças graves que passam de geração em geração, o medo de transmitir a condição é paralisante. A análise prévia permite identificar quais embriões estão livres daquela mutação, possibilitando quebrar um ciclo de doenças que pode ter afetado a família por décadas.
Muitas vezes, somos portadores de genes recessivos sem saber. A doença só aparece se o parceiro também tiver a mesma alteração. Quando o histórico familiar acende um alerta, o rastreamento genético atua como um filtro de segurança, garantindo que o embrião selecionado tenha as melhores condições biológicas.
Além de evitar o nascimento de crianças com doenças severas, a avaliação genética impacta diretamente o sucesso da gravidez.
Muitos casos de aborto espontâneo no primeiro trimestre ocorrem justamente porque o embrião tinha alterações incompatíveis com a vida. Ao transferir embriões saudáveis, reduzimos drasticamente o risco de perdas dolorosas.
Talvez você conheça esse processo pela sigla PGT (Teste Genético Pré-Implantacional). Mas como a mágica acontece no laboratório sem machucar o futuro bebê? O processo é delicado e seguro.
O procedimento ocorre quando o embrião atinge o estágio de blastocisto, geralmente no quinto dia de cultivo.
O embriologista utiliza um laser de precisão para retirar apenas algumas células da camada externa (o trofectoderma). É importante frisar: essa camada dará origem à placenta, enquanto a parte que formará o bebê permanece intocada.
As células coletadas vão para análise, enquanto os embriões ficam congelados em segurança na clínica. No laboratório, usamos tecnologias de ponta para ler o DNA daquelas células. É como passar um scanner no “manual de instruções”, procurando por páginas duplicadas ou faltando.
O laudo do diagnóstico genético informa se o embrião é cromossomicamente normal (euploide) ou alterado (aneuploide).
Se a busca for por uma doença específica, ele aponta se o gene está presente. Vale lembrar que o teste rastreia o que foi solicitado e as principais anomalias, mas não garante imunidade a todas as doenças existentes no mundo.
A medicina reprodutiva classifica as análises para garantir que o exame certo seja feito para a família certa.
Neste caso, o foco é encontrar erros em um único gene (PGT-M). É indicado quando os pais sabem que carregam mutações para doenças como Tay-Sachs, Hemofilia ou Distrofia Muscular e querem evitar a transmissão.
Aqui olhamos para a estrutura ou quantidade dos cromossomos (PGT-A). O exemplo clássico é a trissomia do 21 (Síndrome de Down). Essas alterações são muito mais frequentes em casos de gravidez tardia, pois a qualidade dos óvulos tende a cair naturalmente com a idade.
Essa é uma preocupação muito legítima. Afinal, estamos lidando com algo precioso. Mas você pode ficar tranquila quanto à segurança do processo. A técnica evoluiu muito. Ao realizar a biópsia no estágio de blastocisto, o embrião já possui mais de uma centena de células. A retirada de 5 a 10 células da parte externa tem impacto mínimo ou nulo na viabilidade do embrião.
A segurança depende diretamente da expertise da equipe. Clínicas com laboratórios modernos e embriologistas experientes realizam esse procedimento rotineiramente com altíssimas taxas de sobrevivência do embrião.
Estudos extensos mostram que bebês nascidos após biópsia embrionária são tão saudáveis quanto os de fertilização clássica. O grande benefício é encurtar o tempo até o nascimento de um bebê saudável, evitando transferências que resultariam em falha.
Embora qualquer casal em tratamento possa solicitar o teste, existem grupos para os quais ele é fortemente recomendado pelos médicos.
Se há casos de doenças hereditárias na família de um dos parceiros, investigar é o caminho mais seguro para quebrar esse ciclo.
Pessoas que já fizeram cariótipos e descobriram alterações (como translocações equilibradas) devem considerar o teste genético uma etapa indispensável.
O aborto de repetição deixa marcas emocionais profundas. Investigar a genética dos embriões ajuda a explicar e prevenir novas perdas, trazendo esperança renovada.
Especialmente se já houveram falhas anteriores de implantação ou se a mulher tem mais de 38 anos. O teste ajuda a selecionar o embrião com maior potencial, poupando tempo e desgaste emocional.
Entender a genética é dar um passo firme em direção ao seu sonho de maternidade. Se você quer segurança, tecnologia e acolhimento nessa jornada, visite nossa página e conheça a VidaBemVinda.

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