Infertilidade Secundária: Entenda Como Identificar e Quais Podem Ser os Tratamentos

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Se você está tentando engravidar novamente e percebe que o tempo está passando sem a resposta que você esperava, é normal que apareçam ansiedade, frustração e até culpa, principalmente quando “da primeira vez deu certo”. Só que essa dificuldade não é um sinal de falha pessoal, e sim um tema de saúde que merece acolhimento e investigação no momento certo.

A infertilidade secundária é o nome dado quando a pessoa não consegue engravidar ou levar a gestação a termo após já ter engravidado antes. Ela pode acontecer mesmo que a gestação anterior tenha sido tranquila, porque fatores do corpo e da saúde do casal mudam com o tempo, e a fertilidade também é influenciada pela idade. 

Ao longo deste artigo, vamos explicar com cuidado como identificar quando é hora de investigar, quais são as causas mais frequentes (incluindo fatores femininos, masculinos ou combinados) e quais tratamentos podem ser considerados, sempre reforçando que cada caso é individual que a decisão deve ser feita com acompanhamento médico.

O que é infertilidade secundária

Infertilidade secundária é quando existe dificuldade para engravidar ou para alcançar uma gravidez bem-sucedida depois de já ter acontecido pelo menos uma gravidez no passado. Ou seja, ela não “anula” a história reprodutiva anterior, nem significa que algo foi “feito errado” entre uma gestação e outra. Ela apenas descreve uma situação em que, por diferentes razões, a fertilidade atual não está como antes e passa a exigir uma avaliação mais cuidadosa. 

Na prática, os critérios para iniciar a investigação costumam ser os mesmos usados para infertilidade em geral: quando há relações regulares sem contraceptivo e não ocorre gravidez após 12 meses de tentativas, recomenda-se avaliação; e, para quem tem 35 anos ou mais, a orientação é buscar avaliação após 6 meses tentando, porque o tempo pode influenciar escolhas e resultados. 

Se houver fatores de risco ou sinais importantes (por exemplo, ciclos muito irregulares, dor pélvica intensa, histórico de endometriose, infecções pélvicas, cirurgias uterinas ou perdas gestacionais repetidas), essa avaliação pode ser indicada antes desses prazos. 

Um ponto importante: a infertilidade pode envolver fatores femininos, masculinos ou uma combinação dos dois, e por isso a abordagem costuma olhar para o casal (quando há parceiro) e para o contexto atual de saúde, sem pressupor que “se já engravidou antes, então está tudo certo”.  

Como identificar infertilidade secundária: conheça os sinais e quando procurar uma avaliação

Na maioria dos casos, a forma mais objetiva de perceber que pode ser hora de investigar é olhar para o tempo de tentativas e para o contexto de saúde atual. Em geral, os principais referenciais recomendam buscar avaliação quando há relações regulares, sem método contraceptivo, e a gravidez não acontece após 12 meses (para quem tem menos de 35 anos) ou após 6 meses se a pessoa que vai gestar tem 35 anos ou mais e, acima dos 40 anos, costuma-se orientar uma avaliação ainda mais imediata. 

Mas você não precisa “aguentar até completar o prazo” se o seu corpo já está dando sinais de que algo merece atenção. Vale procurar orientação antes se houver amenorréia (ausência de menstruação), ciclos muito irregulares, cólicas ou dores pélvicas importantes (especialmente se pioram ao longo do tempo), diagnóstico ou suspeita de endometriose, histórico de doença inflamatória pélvica, cirurgias uterinas/pélvicas, tratamento oncológico prévio (como quimioterapia  ou radioterapia) ou mais de uma perda gestacional. 

Outro ponto que ajuda a tirar o peso das costas: infertilidade (inclusive a secundária) pode envolver fatores do casal, então a avaliação frequentemente considera também o(a) parceiro(a) quando houver, e não é raro que o “primeiro passo” inclua investigar ambos para evitar atrasos desnecessários.

Conheça as principais causas de infertilidade secundária

A infertilidade secundária pode ter origens diferentes, e nem sempre existe uma única causa isolada. Em muitos casos, o que mudou entre a primeira gestação e a tentativa atual é uma combinação de fatores do corpo, do histórico de saúde e do tempo. 

A seguir, estão as causas mais frequentes, agrupadas de forma clara, para ajudar você a entender quais hipóteses costumam ser investigadas na prática.

Fatores relacionados à idade e à reserva ovariana

Mesmo quando já houve uma gravidez no passado, o tempo pode mudar o cenário. Com o avanço da idade reprodutiva, é esperado que a chance de concepção diminua devido à diminuição da reserva ovariana e algumas decisões sobre investigação e tratamento precisem ser tomadas mais cedo. Por isso, a idade é sempre um dado central na conversa com o médico.

Alterações na ovulação e fatores hormonais

Algumas causas envolvem a ovulação acontecer de forma irregular ou não acontecer. Isso pode estar ligado a condições hormonais como síndrome dos ovários policísticos (SOP), prolactina elevada e alterações de tireoide (hipo/hipertireoidismo), entre outras situações que afetam o ciclo menstrual e a liberação do óvulo.

Endometriose

A endometriose merece destaque porque pode estar associada a dor pélvica e também a dificuldades para engravidar, tanto em casos leves quanto mais avançados, e pode se manifestar ou ser diagnosticada em momentos diferentes da vida reprodutiva.

Alterações no útero (cavidade uterina)

Algumas condições dentro do útero podem interferir na implantação do embrião ou na evolução inicial da gestação, como pólipos, miomas (dependendo de localização e tamanho) e outras alterações que mudam a anatomia da cavidade uterina. 

Fator masculino

A infertilidade (inclusive a secundária) pode envolver também alterações do sêmen ao longo do tempo, e por isso a avaliação do parceiro costuma fazer parte do processo desde o início. As diretrizes de urologia e reprodução humana reforçam que infertilidade é condição do casal e que a investigação masculina é parte do cuidado.

Fatores combinados e infertilidade sem causa aparente

É relativamente comum existir mais de um fator ao mesmo tempo (por exemplo, ovulação irregular + endometriose leve) ou, após uma avaliação inicial bem feita, não aparecer uma causa única clara. Nesses casos, o plano costuma ser ainda mais individualizado, considerando idade, tempo de tentativas e achados clínicos.

Como é feita a avaliação e o diagnóstico de infertilidade secundária?

A investigação da infertilidade secundária costuma começar com uma consulta detalhada, em que o médico avalia histórico reprodutivo (gestações anteriores, partos/cesáreas, perdas), padrão do ciclo, sintomas (como dor pélvica), cirurgias, infecções e tempo de tentativas. A ideia é entender rapidamente quais hipóteses fazem mais sentido no seu caso e escolher exames de forma direcionada, evitando uma “maratona” desnecessária. 

Em geral, já nas etapas iniciais entra a avaliação do parceiro, porque o fator masculino pode participar do quadro e o espermograma é um exame básico e útil para orientar os próximos passos. 

Para quem vai gestar, a investigação costuma incluir checar se há ovulação adequada e, quando indicado, exames hormonais. Em paralelo, o médico pode solicitar exames para avaliar útero e trompas, como ultrassom e, em alguns casos, a histerossalpingografia (HSG) para verificar a cavidade uterina e se as trompas estão pérvias (sem bloqueio).

Quais podem ser os tratamentos para quem quer engravidar

O tratamento da infertilidade secundária raramente é “um único caminho”. Em geral, a equipe médica escolhe a estratégia com base em idade, tempo de tentativas, causa identificada (quando existe), histórico de gestações/perdas e preferências do casal. E, sim, às vezes a investigação aponta mais de um fator ao mesmo tempo, o que muda a ordem e o tipo de abordagem.

Ajustes iniciais

Em alguns casos, o primeiro passo é orientar relações regulares, alinhar expectativas realistas e revisar fatores de saúde que podem influenciar a fertilidade. Isso não é “culpa” nem “falta de esforço”, é só uma forma de criar as melhores condições possíveis enquanto a investigação avança.  

Tratamento da causa base (quando ela é aparente)

Quando há uma causa clara, o plano costuma focar nela. Por exemplo, se a dificuldade está ligada a distúrbios de ovulação (como ovulação irregular), pode ser indicada medicação para estimular/regular a ovulação, com monitorização adequada. 

Se houver alterações uterinas que atrapalham (como alguns pólipos ou miomas, dependendo da localização), pode ser considerada abordagem específica, inclusive procedimentos quando indicado.

Indução da ovulação e coito programado

Quando faz sentido clinicamente, pode-se usar medicações para induzir/estimular a ovulação e orientar o período mais fértil, aumentando a chance de encontro entre óvulo e espermatozoide. Esse caminho é comum, especialmente quando a questão principal é ovulatória.

Inseminação intrauterina (IUI)

Conhecida também como inseminação artificial, a IUI é um procedimento em que o sêmen é colocado diretamente no útero perto do momento da ovulação. Ela pode ser usada, por exemplo, em alguns casos de infertilidade sem causa aparente e em situações selecionadas (inclusive quando há endometriose), muitas vezes combinada com medicações para ovulação, conforme avaliação médica. 

Fertilização in vitro (FIV) e ICSI

A FIV é uma técnica de reprodução assistida em que a fertilização acontece em laboratório e o embrião é transferido para o útero. Ela costuma ser considerada quando outras estratégias têm menor chance ou não funcionaram, e em cenários como fator tubário importante, alguns casos de fator masculino ou quando é preciso uma abordagem mais eficiente pelo contexto (idade/tempo).

Abordagens para fator de infertilidade masculina

Quando o fator masculino participa do quadro, o tratamento pode envolver desde medidas médicas específicas até procedimentos ou técnicas de reprodução assistida, dependendo da causa (por exemplo, situações de obstrução ou varicocele podem ter condutas próprias).

Doação de óvulos, embriões ou outras possibilidades

Em alguns cenários (especialmente quando a chance com óvulos próprios é baixa), pode-se conversar sobre ovodoação ou doação de embriões como opções possíveis dentro do planejamento familiar, sempre com orientação especializada.

ovodoação

A infertilidade secundária pode ser um caminho emocionalmente cansativo justamente porque, em algum momento, a gravidez já aconteceu e a expectativa é que “deveria” ser simples de novo. Mas cada fase da vida traz mudanças reais no corpo, no histórico de saúde e até nas condições do casal. Por isso, independentemente do cenário, o passo mais seguro é avaliar com método e conduzir as decisões com especialistas, para não perder tempo com tentativas no escuro, reduzir ansiedade e escolher a estratégia mais adequada para o seu caso (e para o seu tempo).

Uma boa equipe vai olhar o quadro de forma completa: investigar fatores femininos e masculinos, interpretar exames com critério, propor opções de tratamento coerentes com a sua história e, quando necessário, indicar reprodução assistida com acompanhamento próximo. Esse cuidado individualizado faz diferença não só na parte técnica, mas também no acolhimento ao longo do processo.

A VidaBemVinda é uma clínica especializada em reprodução humana assistida, com tratamentos como Fertilização In Vitro (FIV), inseminação intrauterina, relação sexual programada, transferência de embrião congelado, preservação da fertilidade (como congelamento de óvulos) e opções como ovodoação, entre outros, além de abordagens relacionadas a condições como endometriose. 

Se você quer entender seu cenário com clareza e construir um plano com acompanhamento especializado, conheça a VidaBemVinda e agende uma avaliação.

Equipe

Por Equipe Vida Bem Vinda

16 de jan de 2026
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