Infertilidade Secundária: Entenda Como Identificar e Quais Podem Ser os Tratamentos
A infertilidade secundária ocorre quando há dificuldade para engravidar após uma gestação anterior. Neste artigo, você vai entender como...
O aborto espontâneo é uma experiência desafiadora que afeta muitas mulheres e famílias em todo o mundo. Embora seja um tema sensível, entender as possíveis causas de uma perda gestacional é fundamental para reduzir a culpa, diminuir a ansiedade e orientar decisões futuras. A verdade é que o aborto espontâneo é mais comum do que se imagina, e na maior parte das vezes acontece devido a fatores que fogem completamente do controle da gestante.
Neste artigo, você vai entender quais são as principais causas do aborto espontâneo, como elas se manifestam e quando procurar ajuda. O objetivo é oferecer informação clara, embasada e acolhedora, ajudando a trazer mais segurança e compreensão para quem está passando por esse momento ou deseja se preparar para uma gestação saudável.
O aborto espontâneo é a interrupção natural de uma gestação antes da 20ª semana, quando o corpo, por diversos motivos, não consegue manter o desenvolvimento do embrião ou feto. Na maioria dos casos, ocorre muito cedo, antes de completar 12 semanas, período em que o organismo ainda está passando por importantes adaptações hormonais e estruturais e o feto está passando por transformações mais intensas.
Diferente de outros tipos de perda gestacional, como o aborto induzido ou as perdas tardias, o aborto espontâneo acontece sem qualquer intervenção externa e, na maior parte das vezes, não está relacionado a algo que a gestante fez ou deixou de fazer. Por isso, é tão importante desmistificar o tema e reforçar que essa é uma condição médica relativamente comum.
A maior parte dos casos acontece no início da gestação, especialmente no primeiro trimestre. Muitas mulheres podem vivenciar um aborto espontâneo antes mesmo de saber que estavam grávidas, percebendo apenas um atraso menstrual seguido de um sangramento diferente do habitual.
Embora algumas perdas possam ocorrer de forma silenciosa, os sintomas mais frequentes incluem:
É importante reforçar que sangramentos leves no início da gravidez são relativamente comuns e nem sempre indicam um aborto, mas merecem avaliação médica para garantir segurança e tranquilidade.
O diagnóstico do aborto espontâneo, normalmente, é confirmado por meio de ultrassonografia e exames de sangue que avaliam o nível do hormônio beta-hCG. Esses exames permitem verificar a continuidade do desenvolvimento gestacional e identificar se há sinais de que a gestação foi interrompida.
Embora pouco se fale sobre o assunto, o aborto espontâneo é mais comum do que a maioria das pessoas imagina. Estima-se que aproximadamente 10% a 20% das gestações clinicamente reconhecidas terminem em aborto espontâneo. E esse número pode ser ainda maior, já que muitas perdas acontecem muito cedo, antes mesmo de a mulher descobrir que está grávida.
Em alguns casos, gestações são naturalmente interrompidas nos primeiros dias após a fecundação, quando o embrião ainda está se implantando no útero. Nesses casos, a mulher pode confundir a perda com uma menstruação um pouco diferente, sem perceber que houve uma gestação inicial.
A perda gestacional pode acontecer por diversos motivos, e em muitos casos não há apenas uma causa isolada. A seguir, você verá as principais razões identificadas pela medicina, sempre lembrando que, na maioria das vezes, a perda não está relacionada a algo que a gestante fez ou teria a chance de controlar.
As anomalias cromossômicas são, de longe, a causa mais comum de aborto espontâneo, especialmente no primeiro trimestre. Elas acontecem quando o embrião recebe um número incorreto de cromossomos ou quando há alterações importantes na estrutura genética.
Durante a fecundação e as primeiras divisões celulares, o material genético do óvulo e do espermatozoide precisa se combinar de maneira precisa. Pequenos erros nesse processo podem gerar embriões com alterações graves, incompatíveis com o desenvolvimento saudável. O corpo, ao perceber isso, tende a interromper a gestação de forma natural.
Esse tipo de alteração ocorre ao acaso e é um fenômeno biológico comum. A qualidade dos óvulos e espermatozoides pode influenciar, mas não depende de ações diretas da mulher.
As anomalias cromossômicas são mais frequentes nos seguintes casos:
Em casos de aborto de repetição, o médico pode solicitar exames como cariótipo do casal ou estudo genético do material gestacional. Entretanto, para perdas isoladas, esses exames geralmente não são indicados, já que a maior parte dos casos não volta a acontecer.
Os problemas uterinos ou cervicais também estão entre as causas recorrentes de aborto espontâneo, especialmente quando as perdas acontecem no segundo trimestre. Eles podem interferir na implantação do embrião, no desenvolvimento da gestação ou na capacidade do útero de manter o feto até o final da gravidez.
As alterações estruturais no útero, como miomas ou malformações, podem dificultar que o embrião se fixe corretamente na parede uterina ou comprometer o espaço necessário para seu crescimento. Já questões relacionadas ao colo do útero, como a insuficiência istmocervical, podem fazer com que ele se abra antes do tempo, resultando em uma perda gestacional.
Essas condições, na maior parte das vezes, não são percebidas pela mulher até que uma gestação seja afetada. Muitas delas têm origem congênita ou se desenvolvem ao longo da vida, sem causar sintomas fora do período gestacional. Não há relação com comportamentos da gestante, esforços físicos ou atividades cotidianas.
Os problemas uterinos e cervicais são mais frequentes nos seguintes casos:
Quando há suspeita de que essas condições contribuíram para um aborto espontâneo, o médico pode solicitar exames como ultrassonografia transvaginal, histerossalpingografia ou ressonância magnética. Em casos de aborto de repetição, a investigação costuma ser ainda mais detalhada, buscando identificar alterações estruturais que possam ser tratadas ou acompanhadas de modo específico. Para perdas isoladas, esses exames nem sempre são necessários, já que muitos desses problemas não voltam a causar impacto em gestações futuras.
As doenças autoimunes também podem estar relacionadas ao aborto espontâneo, especialmente quando impedem que o organismo mantenha o fluxo sanguíneo adequado para a placenta ou quando desencadeiam reações que afetam o desenvolvimento do embrião. Entre elas, a síndrome antifosfolípide é uma das mais estudadas e frequentemente associadas às perdas gestacionais recorrentes.
Essas condições acontecem quando o sistema imunológico, que deveria proteger o corpo, passa a atacar tecidos saudáveis por engano. No contexto da gestação, essa resposta imune desregulada pode interferir na implantação do embrião, na formação dos vasos sanguíneos da placenta ou na manutenção da circulação necessária para o crescimento fetal. Por isso, quando não tratadas, podem resultar em perda gestacional ainda nos estágios iniciais.
É importante destacar que essas doenças, na maioria dos casos, têm origem genética ou imunológica e não estão relacionadas a comportamentos da gestante. Mesmo mulheres que levam uma rotina saudável podem ter uma condição autoimune sem saber, já que algumas permanecem silenciosas até impactarem uma gestação.
As doenças autoimunes associadas ao aborto espontâneo são mais frequentes nos seguintes casos:
Quando existe suspeita de que uma condição autoimune contribuiu para o aborto espontâneo, o médico pode solicitar exames específicos de sangue que avaliam anticorpos e a coagulação.
Em casos de aborto recorrente, esses testes são fundamentais para orientar o tratamento adequado, que pode incluir anticoagulantes e acompanhamento especializado. Para perdas isoladas, a investigação geralmente é menos extensa, já que muitas mulheres conseguem ter uma gestação saudável posteriormente sem intervenções adicionais.
Os distúrbios hormonais estão entre as causas que podem contribuir para o aborto espontâneo, especialmente nas primeiras semanas da gestação. Isso acontece porque os hormônios têm um papel essencial na preparação do corpo para a gravidez, na implantação do embrião e na manutenção do ambiente adequado para o desenvolvimento fetal.
O desequilíbrio hormonal pode afetar desde a ovulação até a capacidade do útero de sustentar a gestação. Problemas como alterações na tireoide, resistência à insulina ou deficiência de progesterona podem comprometer a formação inicial da placenta, ou dificultar que o embrião se desenvolva de maneira adequada. Quando o organismo não encontra estabilidade hormonal suficiente, a gestação pode ser interrompida de forma natural.
Esses distúrbios, na maioria das vezes, têm origem clínica e não estão relacionados a ações da gestante. Muitas mulheres vivem com alterações hormonais sem sintomas evidentes e desconhecem o problema até que ele impacte uma gestação. Mesmo assim, a boa notícia é que a maioria desses quadros pode ser diagnosticada e tratada com acompanhamento médico adequado.
Os distúrbios hormonais associados ao aborto espontâneo são mais frequentes nos seguintes casos:
Quando existe suspeita de que um desequilíbrio hormonal contribuiu para o aborto espontâneo, o médico pode solicitar exames de sangue para avaliar os níveis hormonais, como TSH, T4 livre, insulina, glicemia e progesterona.
Em casos de abortos repetidos ou quando há sintomas claros de desregulação hormonal, a investigação costuma ser mais ampla para identificar a causa exata e orientar o tratamento. Para perdas isoladas, muitas vezes esses exames só são indicados se houver sinais específicos ou histórico clínico que justifique uma investigação adicional.
Algumas infecções também podem estar associadas ao aborto espontâneo, especialmente quando interferem diretamente no desenvolvimento do embrião ou provocam inflamações que comprometem o ambiente gestacional. Embora nem toda infecção represente risco, determinadas bactérias, vírus e agentes oportunistas podem afetar o útero ou a placenta nos primeiros estágios da gestação.
Essas infecções podem alterar o equilíbrio do organismo, dificultar a implantação do embrião ou gerar respostas inflamatórias que interferem no desenvolvimento inicial da gestação. Em alguns casos, o próprio sistema imunológico reage de forma intensa ao agente infeccioso, criando um ambiente pouco favorável à continuidade da gravidez. Isso explica por que algumas mulheres passam por um aborto espontâneo mesmo sem sintomas evidentes de infecção.
É importante reforçar que muitas dessas infecções são adquiridas de forma acidental e não estão relacionadas a hábitos inadequados da gestante. Algumas podem ocorrer antes mesmo da gravidez ser confirmada, e outras fazem parte de exposições comuns no dia a dia. Por isso, o acompanhamento pré-natal é fundamental para identificar precocemente qualquer alteração.
As infecções mais comumente associadas ao aborto espontâneo são:
Quando há suspeita de que uma infecção contribuiu para o aborto espontâneo, o médico pode solicitar exames de sangue, urina ou secreções para identificar o agente causador.
Alguns hábitos e exposições ambientais também podem contribuir para o aborto espontâneo, especialmente quando afetam diretamente o equilíbrio do organismo ou interferem no desenvolvimento inicial do embrião. Embora nem todos os fatores externos representem risco significativo, certos comportamentos podem aumentar a probabilidade de uma perda gestacional.
O consumo excessivo de álcool, o tabagismo e o uso de drogas ilícitas podem comprometer o fluxo sanguíneo para a placenta, alterar a qualidade dos óvulos e espermatozoides ou gerar toxinas no organismo que prejudicam o desenvolvimento embrionário. Além disso, a exposição contínua a substâncias químicas tóxicas, metais pesados ou ambientes contaminados pode criar condições inadequadas para que a gestação evolua de forma saudável.
É fundamental lembrar que esses fatores costumam ter efeito cumulativo e não resultam em aborto espontâneo por uma única exposição. Além disso, muitas mulheres que passam por uma perda gestacional sem ter hábitos de risco acabam se culpando injustamente. A maioriaA maior parte dos casos não está relacionada a comportamentos específicos, e sim a fatores biológicos que independem da vontade da gestante.
Os fatores de estilo de vida e exposições externas associados ao aborto espontâneo são mais frequentes nos seguintes casos:
Quando existe a suspeita de que fatores externos tenham contribuído para o aborto espontâneo, o médico pode investigar o histórico de hábitos e possíveis exposições ambientais da gestante.
A idade materna é um fator importante quando se fala em risco de aborto espontâneo, especialmente após os 35 anos. Isso acontece porque, ao longo da vida, os óvulos passam por um processo natural de envelhecimento, o que pode aumentar a chance de alterações genéticas no embrião e dificultar o desenvolvimento saudável da gestação.
Com o avanço da idade, o organismo também pode apresentar mudanças hormonais e metabólicas que influenciam diretamente o ambiente uterino. Essas alterações podem afetar a qualidade da ovulação, a receptividade do endométrio e até a formação da placenta. Por isso, gestantes com idade mais avançada podem enfrentar uma probabilidade maior de perdas nas primeiras semanas da gravidez, mesmo quando levam uma vida saudável.
É importante reforçar que a idade, por si só, não determina que um aborto espontâneo vá acontecer. Muitas mulheres acima dos 35 ou 40 anos têm gestações tranquilas e bebês saudáveis. A idade é um fator biológico que aumenta a probabilidade de alterações cromossômicas, mas não é resultado de comportamentos ou escolhas inadequadas da gestante.
Buscar ajuda médica é fundamental sempre que houver sinais ou sintomas que possam indicar risco para a gestação. Embora alguns desconfortos sejam comuns no início da gravidez, determinados quadros exigem avaliação imediata para garantir a segurança da gestante e identificar qualquer alteração precocemente.
O corpo costuma dar sinais quando algo não está indo como esperado, e reconhecer esses sintomas é essencial para evitar complicações. O atendimento precoce também permite identificar causas tratáveis, orientar cuidados e oferecer suporte emocional, especialmente em situações de incerteza.
É importante destacar que procurar ajuda não significa que haverá um problema. Muitas vezes, a avaliação médica confirma que a gestação segue saudável. O objetivo é garantir tranquilidade e segurança, além de agir rapidamente quando necessário.
As situações que exigem avaliação médica quanto antes incluem:
Além desses sinais, mulheres que já tiveram um aborto espontâneo anterior, especialmente mais de um, devem receber acompanhamento médico desde o início da gestação. Isso permite monitorar fatores de risco e iniciar intervenções quando necessário.
O aborto espontâneo, independentemente da causa, pode trazer um impacto emocional profundo. A perda gestacional costuma ser acompanhada por sentimentos como tristeza, frustração, culpa, medo e até isolamento, especialmente porque muitas mulheres vivenciam esse processo em silêncio, sem saber como expressar sua dor ou a quem recorrer.
O apoio emocional é essencial nesse momento. Viver o luto de maneira saudável, acolhedora e sem julgamentos faz toda a diferença para a recuperação física e psicológica. É importante entender que não existe uma maneira “certa” de sentir ou reagir. Cada mulher (e cada família) vive essa experiência de forma única, e o acolhimento deve respeitar esse ritmo.
Ter uma rede de apoio, seja composta por familiares, amigos ou o parceiro, ajuda a aliviar a sensação de solidão. Compartilhar a experiência com pessoas de confiança pode proporcionar conforto e ajudar a reorganizar as emoções. Ainda assim, é fundamental lembrar que ninguém deve minimizar o sofrimento da mulher com frases prontas ou comparações, pois isso pode intensificar a dor.
Quando os sentimentos se tornam muito intensos ou duradouros, procurar ajuda profissional pode ser transformador. Psicólogos especializados em saúde da mulher e psicoterapia focada em luto reprodutivo ajudam a ressignificar a experiência, fortalecer a autoestima e apoiar o planejamento de gestações futuras.
Buscar esse suporte não é sinal de fragilidade, pelo contrário, é um gesto de cuidado consigo mesma. Um acompanhamento emocional adequado ajuda a reconstruir a confiança no próprio corpo e no processo de gestar, além de promover saúde mental e bem-estar após a perda.
O aborto espontâneo é uma experiência delicada, que envolve não apenas o corpo, mas também emoções profundas. Compreender suas possíveis causas, saber quando procurar ajuda e reconhecer a importância do cuidado emocional são passos essenciais para atravessar esse momento com mais segurança e acolhimento. A maior parte das perdas acontece por fatores que fogem completamente do controle da gestante, e ter acesso à informação clara e empática ajuda a diminuir a culpa e a ansiedade.
Se você passou por um aborto espontâneo, lembre-se de que não está sozinha. Buscar apoio médico e emocional, respeitar seu tempo de recuperação e acolher seus sentimentos são atitudes fundamentais para seguir em frente. Muitas mulheres conseguem engravidar novamente e viver uma gestação saudável, mesmo após uma perda.
Para continuar se informando e encontrar respostas para as dúvidas mais comuns desse momento, recomendamos a leitura do nosso artigo sobre engravidar após o aborto espontâneo. Ele traz orientações importantes, expectativas realistas e cuidados que podem ajudar na sua jornada.

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