01 de fev de 2016

FIV em mulheres com mais de 40 e diminuição da reserva ovariana

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Quando um casal inicia uma luta para ter um filho, normalmente recorre-se a estratégias menos avançadas do que a fertilização in vitro (FIV). Mulheres que não conseguem engravidar e já alcançaram idade relativamente avançada, na qual o declínio da quantidade e qualidade dos óvulos são importantes, precisam agir rápido para atingir a fertilidade.

Em condições normais, após a fronteira dos 40 anos, o prazo costuma ser muito curto para atingir a gravidez antes da menopausa. Por isso, é preferível optar pelo tratamento mais eficaz, ao invés de correr o risco de traçar um longo caminho de tentativas e frustrações, que passam por medicamentos para a fertilidade, orais ou injetáveis, com ou sem inseminação artificial.

O dinheiro e tempo economizados, ao se preterir um tratamento complexo e caro como a FIV, podem se transformar em ônus no futuro, e até na incapacidade em atingir a sonhada gravidez. Uma vez que as chances de atingir a fertilidade vão se tornando cada vez menores conforme o avanço da idade, não é recomendável tentar procedimentos que tenham menores taxas de sucesso.

Estudos indicam as diferenças entre as conversões de tratamentos de inseminação artificial e de fertilização in vitro em casos de gravidez saudável. Em procedimentos de inseminação artificial com homens férteis e mulheres na faixa dos 35 anos de idade, as chances de gravidez após uma única tentativa são menores do que 15%. Sob o mesmo tratamento, realizado para mulheres acima de 40 anos, a chance é reduzida a menos de 5%.

Chances maiores

Já para tratamentos com FIV nas mesmas condições, feito com mulheres de até 35 anos, as chances de sucesso sobem para cerca de 40%. Apesar de serem menores, as chances de gravidez em mulheres acima de 40 também são maiores na FIV do que na inseminação artificial, chegando a até 20%.

Para quem não conhece muito bem a diferença entre os dois procedimentos, a FIV é um tratamento que consiste na fecundação do óvulo pelo espermatozoide dentro do laboratório. Já a inseminação artificial é mais simples, pois exige apenas a manipulação dos espermatozoides para que sejam inseridos no útero no período ideal da ovulação.

É importante frisar que nem todas as mulheres inférteis devem procurar a fertilização in vitro em primeira instância. Porém, se forem detectadas anormalidades em exames feitos para aferir a reserva de óvulos ou se a idade da mulher já for relativamente avançada – acima de 40 anos –, a FIV pode trazer maiores chances.

Diversos estudos comprovam que em mulheres com mais de 35 anos ou quando o tempo de infertilidade é maior que 2 anos e a causa de infertilidade não é clara (infertilidade sem causa aparente), a FIV é mais eficaz e mais barata para atingir o objetivo (custo-efetividade).

Outro dado relevante é que a saúde do bebê também passa a correr maiores riscos conforme o avanço da idade, devido às possíveis anomalias cromossômicas. A incidência de aborto e de doenças como a Síndrome de Down é muito maior quando a mulher ultrapassa os 40 anos de idade.

Por isso, é indicado fazer uma avaliação médica cuidadosa antes de qualquer procedimento, e levar em considerações as chances reais de sucesso e também os danos decorrentes de eventuais insucessos. Processos como esses são desgastantes emocionalmente e podem alterar o equilíbrio na vida do casal. Muita coisa está em jogo.

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